sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Ciência faz novas descobertas sobre a origem do câncer de mama

Pesquisa concluiu que uma classe particular de células - presente em todas as mulheres - é mais propensa a desenvolver a doença. Identificar o risco de câncer pode ficar mais fácil.



Em síntese, o câncer é uma célula comum que deixa de funcionar corretamente. Agora, um novo estudo científico acredita ter descoberto a forma de sabermos quais células normais da mama são geneticamente vulneráveis a se transformar em câncer. Os resultados foram publicados no periódico Stem Cell Reports pelos pesquisadores David Gilley, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e Connie Eaves, do Laboratório Terry Fox, em Vancouver, no Canadá.

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A dupla descobriu que uma classe particular de células da mama, existente em todas as mulheres, possui telômeros (extremidades dos cromossomos) exageradamente pequenos. Como resultado, estas células, com cromossomos de extremidades tão curtas, seriam mais propensas a sofrer as mutações que conduzem ao câncer. Segundo os cientistas, esses novos indicadores podem ajudar a identificar mulheres com maior risco de câncer de mama, além de auxiliar na criação de novas estratégias para detectar, tratar e prevenir a doença.

O diferencial deste novo estudo - em comparação com outras pesquisas anteriores - é que ele se dedicou a investigar os diferentes tipos de células em tecidos humanos normais (e não células já cancerosas) e a predisposição delas em se tornarem malignas. Tanto é que a pesquisa foi feita com mulheres que passaram por cirurgia de redução de seios (por razões estéticas) e aprovaram a doação dos tecidos que foram retirados de seus corpos. Ou seja, elas não tinham nenhuma relação prévia com o câncer.

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Segundo os pesquisadores, a tentativa era de compreender a origem celular do câncer - e não só do câncer de mama - e os fatores que podem contribuir para seu desenvolvimento. Ou seja, olhar para a doença no ponto onde ela começa e enquanto ainda há tempo de agir. “O próximo passo é observar outros tecidos humanos para tentar descobrir se nossa conclusão é exclusiva para a mama ou também vale para outros tipos de câncer”, diz a cientista Connie Eaves.

Fonte

Revistaepoca.globo.com

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